sábado, 12 de outubro de 2013

3 - Vermelho - Amizade, fogo e indiferença.

De repente minha cabeça fica zonza e no Caminho do Luizote ao terminal central, do terminal central para o terminal santa luzia e só depois pegar um ônibus para o granada, fico dormente, com olhar vago e perdido em pensamentos (Como ele pode ser tão perfeito assim e acreditar em uma conversa de bêbado?), ele sabia que não estava respondendo por mim. As vezes acreditamos na verdade que nos convém. Fiquei tão perdido em pensamentos que passei do ponto e tive que voltar andando. Entrei em casa e quando abri a porta do quarto, dei de cara com o Niel apenas de cueca, fazendo movimentos estranhos na frente do computador.
- Cara, que nojo, qual é a graça que você vê nisso.
- Sai dessa, Gustavo. Você atrapalhou tudo.
Nisso, ele digita algumas coisas no teclado e sai do chat. Vira para mim animado e pergunta:
- Então, conte-me tudo, não me esconda nada.
Me deito no meu colchão e olhando para o teto, repito tudo que o Felipe me contou.
- Como assim você não "atendeu" o cara? você deveria ao menos ter feito com ele, um oral, sei lá.
- Não sou assim, você sabe disso. De qualquer forma, ainda estou sem acreditar que ele aceitou meu pedido. A impressão que tenho é que ele se aproveitou da situação. Nem sei se realmente fiz este pedido.
- Com relação a isso não vou opinar, apenas segue seu coração.
- Se meu coração soubesse o que quer, seria muito bom. Cara, nem conheço ele direito. Nos conhecemos a menos de vinte e quatro horas. É cedo demais para se dizer namorando com alguém.
- Só sei que, enquanto você não souber o que fazer, você está namorando.
Fechei os olhos e tentei me ver namorando, mas o sentimento de solidão ainda permanece em mim. Este estado ainda me consome e talvez este seja mais um motivo dos quais resolvi me mudar. Me conhecer num estado de solidão. 
Niel volta para o computador e começa a estudar.
- Enfim, tenho prova amanhã e ainda não estudei o suficiente.
- Em sua mente você nunca estuda suficiente. Ainda bem que você perde tempo com estas safadezas na net, caso contrário, ficaria louco. (Risos)
Moreno, Daniel ainda é mais magro do que eu, mas com certeza seu corpo é muito mais definido. Já cansei de ver sua barriga sequinha e definida enquanto se despia em frente a câmera do computador, seu peitoral também é marcado e todos os músculos de seu corpo são definidos. Seu nariz é arredondado, as vezes brinco falando que seu nariz é de coxinha, olhos grandes e redondos, são tão castanhos quanto seus cabelos, que são curtos e enrolados, quase crespo. Por isso que seu cabelo é praticamente raspado. Pele morena da cor de chocolate ao lente. Prefiro usar esta comparação por que realmente ele parece uma barra de chocolate. Sem dúvida, ele é muito gostoso.
- Você deveria cobrar para fazer estas coisas na internet. Pela quantidade de gente que fica se masturbando vendo você, aposto que ganharia um dinheiro bom.
- Será mesmo? É que tenho medo de me expor.
- Cara, se expondo você já está e outra, você mesmo disse que só faz isso com pessoas de outros estados e países. Aproveita.
- Vou pensar no assunto.
De olhos fechados, fico tentando lembrar o que os fleches da noite passada me revelavam. Muita coisa que o Felipe me falou voltou à memória enquanto me contava. Sorrindo adormeci. 
Acordei com a claridade da luz do quarto e me deparei com o Daniel mais uma vez se exibindo para o computador. Geralmente ele não fazia estas coisas na minha frente, mas desta vez ele não se importou com minha presença e notando que eu tinha acordado, olhou para mim com um olhar de prazer que não consegui fingir que não estava vendo aquilo. Ele estava de joelhos em sua cama, apenas com sua cueca Kalvin boxer preta, com uma mão deslizando em seu corpo que brilhava por causa do óleo corporal e com a outra, se acariciava dentro da cueca. Seus dentes mordiam constantemente seus lábios carnudos. Ele me olhava com ar de quem queria alguma coisa, tenho certeza que me chamava com eles. Instintivamente coloquei minha mão dentro de minha bermuda e ele apenas acenou apoiando minha ação. Ele suspirava ofegante e lentamente começou a abaixar sua única peça de roupa ainda restante. Completamente nu e excitado, pegou o vidrinho de óleo que estava em sua cama com a mão que alisava seu corpo e apontou para mim. Percebi que ele queria que eu usasse aquilo. Me levantei de imediato em sua direção. Eu sabia que ele estava com a câmera ligada fazendo aquilo para alguém, então me aproximei fazendo de tudo para não aparecer na imagem. Vi que tinha um número grande de gente visualizando aquilo. Então ele falou baixinho:
- Resolvi testar sua opinião e cada uma destas pessoas está pagando para me ver fazendo isso. O curioso é que muita gente está comentando que seria muito melhor ver outra pessoa aqui comigo. Estes depravados querem se ver em outra pessoa. Entra na imagem e começar a passar este óleo em mim.
Até hoje não entendi ao certo o por que topei fazer aquilo. Não sei se foi algum tipo de desejo oculto ou apenas a vontade de me sentir em algum momento desejado como ele era todos os dias na Webcam. 
Entrei na imagem com as mãos já brilhando com o olho, fiquei de joelhos por trás dele, que imediatamente colocou minhas mãos em seu corpo e segurou minha cabeça pela nuca. Sussurrou que eu não olhasse para a câmera, mas uma vez ou outra, olhava para o número de visualizações que não parava de subir. ficamos ali por uns 30 minutos. Ele se masturbando e eu passando minhas mãos em cada centímetro de seu corpo definido. Então ele começa a se masturbar com tanta intensidade que não tinha como não saber que ele estava prestes a ejacular. Foi neste momento que resolvi eu mesmo fazer isso por ele. O puxei ao meu encontro e comecei a ajuda-lo com minha mão direita. Ele gemia e se contorcia todo até que jorrou todo seu prazer em jatos potentes e intermináveis. Neste momento me surpreendi com o vigor de sua juventude. Minha mão ainda estava toda melada quando ele desligou o chat e me deu um papel toalha. Me limpei, ele se limpou e me mostrou o número de visualizações: duzentos de dezenove. 
- Olha isso. Só este seu ato final nos rendeu quarenta e nove pessoas a mais visualizando. Nada mau para a primeira vez. Ganhamos cinquenta centavos por visualização. Ganhamos cento e nove reais e cinquenta centavos.
Ainda confuso com o que acabei de fazer, disse:
- Vou tomar banho.
- Espera, vou com você, afinal, não temos mais nada para esconder um do outro.

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