quarta-feira, 23 de outubro de 2013

9 - Infra Vermelho - Deixando o fogo queimar qualquer dúvida.

Já passavam das vinte e três horas quando houvi o barulho da chave do Niel girando a fechadura da porta da sala. Continuei deitado com os braços na nuca e olhando para o teto. Não me virei para cumprimentá-lo quando o percebi entrando no quanto. Vendo que ainda estava acordado, Daniel me cumprimenta, joga sua mochila no canto próximo ao pé de sua cama, se senta virado para mim e tirando a roupa puxou assunto:
- Ainda acordado? O que será que está fazendo você perder o sono até uma hora destas?
- É que recebi uma visita que me deixou muito confuso.
- Ah Gu, você também em? Fica falando de mim mas não sossega com ninguém, vive cheio de encontros por aí. 
Então comecei a explicar quem era o Leonardo, o que ele é e foi do Felipe e o que ele me disse. Daniel apenas escutava tudo enquanto tirava sua roupa ficando apenas de cueca. Particularmente, fiquei um pouco perdido quando sem nenhum pudor, ele tirou a calça esticando as pernas em minha direção, marcando todo o volume em sua cueca apertada. Tentei manter o foco no que estava falando e olhando para o teto. Daniel pulou em cima de mim e me assustei com sua ação repentina. Sem esperar, aquele garoto com seu corpo desejado por tantos pela internet estava sobre mim, encostando todo seu corpo suado no meu. Fiquei parado, olhando em seus olhos, que estavam um pouco fechados devido ao seu sorriso inocente e espontâneo. Ele apenas ficou me olhando por alguns instantes e depois encostou seus lábios nos meus em um beijo rápido e disse:
- Acho que você deveria parar de se preocupar tanto com sentimentos e fazer o que tem vontade. Tenho certeza que do mesmo jeito que você está ficando excitado agora, você ficaria com estes caras. Olha, se eles querem te levar para a cama, e você também está com vontade, então aproveita. Agora me deixa tomar banho, por que também estou começando a me excitar com o pulsar do seu brinquedinho no meu.
Então, Niel me deu outro beijo e se levantou correndo para o banheiro. Do mesmo jeito que estava quando ele pulou sobre mim, fiquei. Ainda perplexo com minha excitação instantânea e um tanto com vergonha. Não sabia se sorria ou se me tocava diante da cena que havia acabado de participar. 
- Gustavo, você acha melhor eu ficar pensando em você aqui no banheiro ou prefere que eu use minha imaginação na prática?
- Cala a boca Niel. Deixa para desperdiçar seu gozo com os velhos que fazem o mesmo olhando para você na internet.
Na mesma hora o Daniel deu uma gargalhada e falou que nem todos eram velhos, que tinham caras jovens e com corpos esculturais que pagavam para vê-lo. Fiquei pensando se conhecia algum deles, quem eram o porque pagavam para ver aquilo do outro lado da tela. Ainda estava perdido em pensamentos quando o Daniel entrou no quanto apenas coberto pela toalha e completamente molhado. O que me deixou completamente excitado, vendo aquelas gotas d'água escorrendo por todo seu corpo completamente definido. Sem dúvidas eu invejava cada músculo de suas costas e a perfeição de sua bunda, que eram redondas, empinadas e sem um fio de pelo se quer. Fingi indiferença e falei:
- Não entendo porque não usa a toalha para se enxugar e pára de molhar a casa toda vez que sai do banheiro.
- Cala a boca, que hoje você vai me ajudar com meu trabalho virtual.
Fiquei extremamente curioso com suas palavras e apenas fingi ignorar.
- Nem adianta fingir que não ouviu. Já faz mais de uma semana que agendei para hoje uma cena com alguém. Claro que será com você. A culpa não é minha se você foi tão convincente em nossa primeira experiência.
Fiquei pensando se ele se tocou no quanto representavam aquelas palavras: "Primeira experiência". 
- Bom, Gustavo. Daqui a alguns minutos vou começar a cena. Vou apenas confirmar que teremos sua participação hoje e esperar uns minutos para a novidade se espalhar e aumentar o número de acessos. 
Ele falava sério enquanto colocava seu plano em prática digitando em seu pc.
- Você vai ficar ao lado do computador apenas para ligar a exibição quando eu voltar molhado do banheiro, vai virar a câmera para mim e me seguir com ela até me posicionar em frente a cama, deixando de fundo uma parte da porta do quarto. Você vai deixar uma parte da porta sem aparecer para que possa sair e aparecer no canto da imagens olhando para mim. Depois disso você sabe o que fazer.
Prestei atenção em cada uma de suas palavras e tentei fazer tudo da forma que ele planejou. Liberei as imagens quando ele estava vindo e escorrendo gotas de água por todo o seu corpo. Daniel vinha na direção da câmera lentamente, demonstrando uma naturalidade digna de ator. Sem dúvidas ele interpretava muito bem aquele papel pervertido, que não combinava nem um pouco com a aparência que demonstrava para o mundo lá fora. Por conta própria, fiquei dando zoons em seu corpo, seguindo cada movimento planejado se seus dedos sobre ele. Então tirei o zoom, deixei na posição planejada e saí do quarto pelo canto para não aparecer na imagem. Confesso que já estava excitado e não foi nem um pouco difícil demonstrar excitação e desejo por aquele corpo nu e molhado em minha frente. Apareci no cando da imagem pela porta, ele demonstrou ter percebido minha presença e esboçou um leve sorriso em frente a câmera olhando para mim. Me aproximei, sem saber onde pôr minhas mãos. Daniel apenas se virou, me olhou nos olhos, segurou meus braços e deixando sua toalha cair, puxou meus braços em sua direção. Em reflexo segurei suas costas. Não conseguia tirar os olhos dos dele e sorrindo ele falou baixinho:
- Vamos para a cama e fingir uns amassos...
Não sei se foi meu desejo ou o calor do momento, mas suas palavras soaram como uma abertura e apertei seu cabelo com força. Daniel abriu a boca com a leve dor causada e serrou os olhos. Aquela cena me deixou cego, não pude simplesmente ignorar todo meu fogo e encostei meus lábios nos dele, minhas língua passeava dentro de sua boca e roçava na dele. Daniel envolveu seus braços em meus ombros, me abraçando com força e respirando cada vez mais ofegante. Ficou notório seu desejo e a ardência de meu corpo apenas aumentava. Minhas mãos deslizavam pelas suas costas, e apertavam cada centímetro. As pernas dele subiam e desciam constantemente. Parecia que estava tentando montar em mim, que estava rígido e não parava de movimentar meu quadril em direção ao seu corpo. Em um movimento rápido e usando toda sua força, Daniel me segurou pelo braço, me jogou em cima se sua cama e nela ficou de joelhos. Puxou minhas pernas cada uma para um lado, colocando seu corpo no meio. Ainda não sabia qual era sua intenção, mas aceitei e observei seus movimentos. Daniel levantou minhas pernas com cada um dos braços e desceu sua língua da parte inferior da minha coxa esquerda passando pela minha virilha, escorregando pelas minhas bolas e repousando em meu traseiro. Sua boca passeava entre beijos, gemidos e lambidas molhadas. Não conseguia olhar para ele, fiquei de olhos fechados sentindo sua boca em mim até sentir seu dedo entrar na brincadeira. Fiquei assustado com o que ele estava pretendendo. Sem esperar, ele começou a subir sua boca, passando novamente pelas minha virilha e segurando meu pênis, lambeu e cuspiu na cabeça deixando sua saliva escorrer. Niel gemia de uma forma que com certeza excitaria até um cego que estivesse com aquela imagem ligada no computador. Sua cabeça subia e descia enquanto sua respiração ofegante se misturava com seus gemidos e dedos que deslizavam pelo meio de minha bunda. Sem dúvidas eu estava em êxtase e rompendo meus gemidos gritei com seu dedo que me penetrava aos poucos e olhando para ele com olhar de súplica não tive forças para alertá-lo, apenas gemi e prendi a respiração quando todo meu gozo jorrava para dentro de sua boca. Seu dedo repousou dentro de mim enquanto eu contraía a cada jato que saía. Niel apenas esperou pacientemente com leves gemidos cada gota sair. Por fim, soltei o ar preso em meus pulmões com alívio e ainda respirando ofegante, Daniel cuspiu todo meu gozo de sua boca em minha barriga, limpou o canto da boca com seu polegar e sorrindo, colocou seu joelho em cada lado de meu corpo, deixando seu pênis bem próximos a mim e disse:
- Agora é a minha vez.
Aquelas palavras me estimularam à apenas levantar minha cabeça em direção ao seu quadril. Com um braço apoiei o peso de meu corpo e com o outro deslizava minha mão pelas suas pernas, bunda e barriga. Era notório seu excitação quando minha mão deslizava em seu corpo e abusei disto enquanto ele se masturbava olhando para mim. Seu quadril se movimentava como se estivesse penetrando um corpo em sua frente e de repente, sua mão que esfregava seus mamilos segurou minha nuca e apertando meu cabelo, gozou em cima de mim. Fiquei de olhos fechados e boca entreaberta. Senti seu esperma quente e espeço escorrer pelo canto de meus olhos, entrar em minhas boca e outros foram jorrados com tanta pressão que só depois percebi que escorriam pela parede e outros melaram meus cabelos. Assim que terminou, ele me olhou, sorriu, me beijou e se virou para desligar a sala. Ainda de costas para mim Daniel sorrindo disse:
- Acho que acabamos de conseguir o dinheiro do aluguel de pelo menos três meses.

Nenhum comentário:

Postar um comentário